terça-feira, 11 de agosto de 2009

"assuntos do passado"

Fim do dia ; início da noite .

O quarto está escuro, mas não quero adormecer; quero ficar a noite inteira a pensar em ti e em tudo o que vivemos . Subitamente vieram-me à memória recordações que eu julgava estarem enterradas. Lembrei-me de todas as vezes que me fizeste sofrer, de todos os dias em que me viraste as costas e de todas as noites que chorei por ti, mesmo sem saberes. Como é que consegui “esconder” isto de mim própria durante tanto tempo? Acho que a resposta é CEGUEIRA . Estava tão “vidrada” em ti que não queria ver os teus defeitos nem o mal que me fazias, mas a verdade é que é e sempre foi uma enorme nuvem negra a pairar sobre este “mar de rosas”, o nosso (suposto) mar de rosas. Não és mais aquilo a que eu gosto de chamar “um dia de sol no meio do inverno” , mas sim “um dia de chuva no meio do verão”.

Sinceramente, nada do que tu me fizeste chegou a desaparecer, mas pensei que mandar tudo para trás das costas seria mais fácil. Pelos vistos não foi. E é à noite, quando estou sozinha, que estes “assuntos do passado” resolvem assombrar o meu pensamento.

« pelos vistos,
aquilo do "águas passadas
não movem moinhos"
não é bem assim...»

sábado, 11 de julho de 2009

supergirls don't cry .

Estou farta que permaneça em mim aquela sensação de desejo. Desejo, sim. Sabes aqueles ‘mitos’ das pestanas e das estrelas cadentes? O meu desejo era sempre o mesmo: “voltar a ser feliz contigo”.
Agora? Agora cresci e finalmente ganhei coragem suficiente para te deixar. Quanto ao desejo? Continuo a querer ser feliz, mas não contigo. Repito: “… não contigo.”

Estou farta, juro-te que estou farta. Farta das minhas próprias lamúrias, farta de incertezas ou certezas pendentes, farta de ilusões acabadas em desilusões, farta de corações partidos, farta de melodramas!
Eu sou forte e decidida! Deixaste de habitar no meu pensamento e de invadir os meus sonhos. Deixaste de ser a razão de tudo e de obter o exclusivo da minha atenção.
Dizes que estás a sofrer? Que bom, agora sabes qual é a sensação de estar bem no “fundo do poço”, sensação que eu tive que aguentar durante vários dias (que mais pareceram séculos). Sabes que mais? Espero que sofras o dobro daquilo que eu sofri! Sempre fizeste transparecer que merecias mais do que eu, por isso aí está a tua oportunidade (tenta sofrer mais).
Para mim, chega! Acabaram-se os dramas todos e os textinhos deprimentes! Aliás, é neste preciso momento que prometo a mim própria que não me volto a fechar no quarto a ouvir música e a pensar em ti ; nem vou escrever mais uma única página melodramática com o teu nome referido !
Por mais que me custe, vou seguir em frente com a minha vida. Pensei que seria difícil esquecer-te, mas vendo a maneira como o fizeste, parece ser bastante fácil virar as costas a tudo o que vivemos.

« e pensar que houve momentos em que disse
que eras tudo para mim. »

sábado, 6 de junho de 2009

« não fomos feitos um para o outro »

Talvez ; talvez parte da culpa seja minha, mas já não dava mais para aguentar. Não me arrependo de nada. Eu lutei por ti , por isto e por nós. E tu? Tu não colaboraste nem o mínimo que fosse ; limitaste-te a esperar que fosse só eu a ‘segurar’ esta relação. Desisti! Não sou forte o suficiente ? Pois não , qualquer pessoa que passe pelo que eu passei , torna-se bastante vulnerável.
Não posso dizer que te esqueci , mas habituei-me à tua ausência. Pensei que te conhecia como a palma da minha mão , mas afinal nada passou de uma grande ilusão. Sim, pode-se dizer que me iludo facilmente (e desiludo-me ainda com mais facilidade) .


Achas mesmo que vou continuar a chorar e a deprimir pelos cantos? Se sim , estás muito enganado. Já passei por coisas bem piores e , como podes ver, ainda aqui estou .
Não vou dizer que não estou a sofrer com isto tudo , mas cada vez tenho menos saudades tuas . Já não passo os dias a olhar para o telemóvel à espera de uma mensagem tua (percebi que nunca o vais fazer).
Faz um favor a ti próprio : cresce e , quando estiveres realmente arrependido, sabes o meu número e os sítios que frequento.

Resumindo e concluindo , vou ser bastante feliz longe de ti (e da tua arrogância).
« vendo o lado positivo disto,
aprendi uma coisa,
não fomos feitos um para o outro »


sexta-feira, 27 de março de 2009

:)

Procurei tanto e em segundos o mundo parou , caiu aos meus pés .
Conheci quem devia conhecer , sorri quando devia sorrir e chorei quando devia chorar . O que tem que acontecer , acontece com a intensidade e a pressa que for precisa .
Estou presa ao teu sorriso e ao teu jeito de falar; presa ao teu olhar que me faz acreditar que isto vai durar .

Sinto-me completamente feliz por ti , por mim , por nós e no que tornamos . Apenas um começo que pode continuar , basta lutar (...) Teremos todo o tempo para viver , viver juntos , fazer o que ainda nunca fizemos .
Estarei sempre do teu lado em tudo que precisares , estarei contigo como nunca ninguém esteve . Nunca te direi um "não" .
Mudaste tudo , mudaste a minha maneira de pensar , mudaste os meus princípios , mudaste regras que estavam em vigor no jogo da minha vida.
Apenas basta ter calma e sonhar contigo , porque amanhã mais uma página eu escreverei sobre nós .

Dá-me a mão, acredita, eu amo-te .

sexta-feira, 6 de março de 2009

,

(…) Pego numa folha de papel e tento escrever qualquer coisa. Não sei bem o que escrever; está tudo a acontecer ao mesmo tempo e, para contar isto tudo, nem todas as folhas de papel do mundo chegavam.
Talvez escreva sobre aqueles tempos em que tinha sempre um sorriso estampado na cara e em que me sentia bastante segura ao lado de ‘grandes’ pessoas. Faço um esforço para me lembrar das razões desses sorrisos ou dessas tais “grandes pessoas”. Não. É um passado muito distante para me conseguir recordar; não tenho nem uma vaga ideia desses tempos. Faço um traço sobre o pouco que tinha escrito.
Talvez escreva, então, sobre tempos bem presentes. Tempos esses que são caracterizados por inúmeras lágrimas e sorrisos inexistentes ;$ . Não. Também não me apetece falar sobre isto. É algo que eu quero esquecer e arrancar do pensamento. Faço grande risco sobre o pouco que tinha escrito.
Pouso a caneta e olho pela janela. Todas as pessoas lá fora parecem ser felizes. Volto a pegar na caneta e tento escrever sobre a felicidade dessas pessoas. O meu olhar fixa-se, então, no sorriso e no olhar de uma criança. Tento compreender a razão do brilho no seu rosto. Não. Mais uma vez não consigo. Explicar o significado da palavra “felicidade” nunca foi a minha especialidade. Risco com muita força o que tinha escrito sobre a felicidade.
Ligo a TV, à procura de alguma inspiração ou de um tema para escrever. Passo por todos os canais e a única coisa que consigo perceber é que estou a perder o meu tempo; a televisão só mostra concursos televisivos, programas sobre a vida inteira das SUPER-SUPER-ESTRELAS, ou , pior do que tudo, filmes que já passaram na televisão umas 7 vezes e que, como se já não bastasse, só criam ilusões na cabeça das pessoas. Os finais felizes NÃO existem ! Desenho um enorme “X” nas palavras “final feliz”.
Desisto!
Quando olho para a folha de papel pousada sobre a mesa, consigo finalmente perceber que não passa de uma folha cheia de riscos. E é isso que eu quero; passar um traço em todo o meu passado e construir uma vida completamente nova. Rasgo o papel com toda a força e deito-a no lixo. Tudo o que se passou até agora vai ser esquecido e deixado para trás. Pela primeira vez, vou fazer aquilo que EU realmente quero e não o que os outros desejam.