E é isso que tu és, uma ilusão. Quando te conheci, “apaixonei-me” imediatamente por ti. Deves ter inventado mil e uma mentiras, e eu acreditei em cada uma delas. Eu achava que o que tínhamos era perfeito e nada nem ninguém podia destruir isso.
A única coisa que consigo sentir agora é um enorme ódio. Só não sei se te odeio a ti por me teres mentido e desiludido, ou se me odeio a mim por ter sido tão cega e ter acreditado em tudo o que disseste.
Agora que penso bem, acho que sempre soube que não eras totalmente sincero comigo, mas limitava-me a fechar os olhos a isso e desejar que não voltasses a cometer os mesmos erros. Mas tu insistias em magoar-me, vezes sem conta. Sempre tive esperança que te tornasses numa pessoa melhor, mas pessoas como tu não mudam nunca e toda a minha esperança acabou por morrer.
Não há volta a dar, não peças segundas oportunidades nem tentes arranjar justificações. Simplesmente esquece tudo o que se passou e faz de conta que nada passou de um grande sonho.
